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Aula do dia: 11/09/2008


NOTICIAS

- Dom Fisichella: "Igreja é objeto de violência"
- Pesar dos bispos pela despenalização do aborto no México
- "Cristofobia" é tão condenável quanto o anti-semitismo ou a "islamofobia"
- Grupo francês quer descriminalizar nudismo em locais públicos
- Jovem africana engatinhava quatro quilômetros para participar da Missa dominical
- O bebê mais prematuro do mundo é mexicano e pesou 440 gramas
- Museu desafia papa e mantém escultura de sapo crucificado
- STJ julga se casal gay pode viver em união estável



Dom Fisichella: "Igreja é objeto de violência"

Fala o presidente da Academia Pontifícia para a Vida

RIMINI, segunda-feira, 1º de setembro de 2008 (ZENIT.org).- "Este é ainda o tempo dos mártires para a Igreja", sustenta Dom Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida.

Em uma entrevista ao jornal "Libero", por ocasião do Meeting pela Amizade entre os Povos de Rimini (Itália), aludindo aos atos de violência e intolerância realizados por fundamentalistas hindus no estado indiano de Orissa, afirmou que "a Igreja é objeto de violência". "Em um mundo que progride e considera adquiridos os valores de democracia e liberdade – observou –, assiste-se a episódios de violência e intolerância inauditos."

Segundo o prelado, "vivemos a fase provavelmente mais crítica da cultura do Ocidente, na qual falta um profundo respeito pelo cristianismo, que é a raiz da própria civilização ocidental. É como se um filho repudiasse sua própria mãe".

"Dado que formamos um só corpo – sublinhou contudo –, as feridas e a morte de outros cristãos nos afetam em primeira pessoa, como se nós mesmos fôssemos martirizados."

Dom Fisichella se referiu depois à situação na Itália, afirmando que existem pessoas que tentam "isolar e ridicularizar a fé cristã, em especial a católica".

"O objetivo – explicou – é o de marginalizar o papel da Igreja no cenário público. Mas não se compreende que estes ataques atingem o próprio coração da liberdade."



Pesar dos bispos pela despenalização do aborto no México

CIDADE DO MÉXICO, sexta-feira, 29 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- Os bispos do México pronunciaram-se publicamente sobre a decisão da Justiça Mexicana de ratificar a lei que despenaliza o aborto, afirmando que "a vida humana é um dom, um presente e um direito que sempre se deve valorizar, cuidar e proteger".

Este pronunciamento se deu após a resolução dos ministros da Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) de ratificar a vigência constitucional da lei que despenaliza o aborto até 12 semanas de gestação no Distrito Federal.

Nessa quinta-feira, oito dos onze ministros que compõem o SCJN votaram contra o projeto mediante o qual se pretendia revogar a constitucionalidade da lei que despenaliza o aborto na capital do país e que entrara em vigor em abril de 2007.

Com esta decisão, abre-se a possibilidade de que em outros Estados do país se legisle a respeito e se propicie a legalização do aborto.



"Cristofobia" é tão condenável quanto o anti-semitismo ou a "islamofobia"

Fala Dom Mamberti, secretário vaticano para as Relações com os Estados

RÍMINI, sexta-feira, 29 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- "A discriminação e a intolerância com os cristãos deve ser enfrentada com a mesma determinação com a qual se combatem o anti-semitismo e a islamofobia", afirmou hoje Dom Dominique Mamberti, secretário vaticano para as Relações com os Estados.

O prelado interveio no Meeting de Rímini, durante uma conferência sobre a "Proteção e direito da liberdade religiosa", fazendo referência à onda de violência anti-cristã desatada no Estado de Orissa (Índia).

Dom Mamberti afirmou que a Santa Sé "não cansa de afirmar que o fundamento do direito à liberdade religiosa se encontra na própria dignidade de todas as pessoas humanas".

Imediatamente depois falou sobre o fenômeno denominado "cristofobia" expressão introduzida pela primeira vez no ano 2003 em uma resolução do Terceiro Comitê da 58ª Assembléia Geral da ONU, e que compreende os atos de violência e perseguição, intolerância e discriminação contra os cristãos, ou uma educação errônea ou a desinformação sobre o cristianismo. Em muitos países, explicou, "os cristãos são vítimas de preconceitos, estereótipos e intolerâncias, às vezes de tipo cultural".



Grupo francês quer descriminalizar nudismo em locais públicos

http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/08/28/ult4909u5301.jhtm

Uma associação na França quer descriminalizar a prática do nudismo em espaços públicos como parques, florestas e montanhas. A intenção da Associação para a Promoção do Naturismo em Liberdade (Apnel, na sigla em francês) é fazer com que a nudez deixe de ser caracterizada como exibicionismo sexual, pelo menos fora dos centros urbanos. "Queremos que os naturistas não sejam mais obrigados a freqüentar somente colônias de férias especializadas, onde eles ficam limitados a um espaço geográfico preciso", disse à BBC Brasil Sylvie Fasol, presidente da Apnel. O exibicionismo sexual em qualquer lugar acessível aos olhares do público é considerado crime pelo Código Penal francês e a prática prevê pena de um ano de prisão e 15 mil euros de multa (cerca de R$ 22 mil).

"A lei francesa é ambígua. Uma pessoa que caminha nu em um espaço público não deve ser classificada obrigatoriamente de exibicionista sexual. Queremos que a nudez se torne algo banal", diz a presidente da Apnel.

Direitos Os membros da associação esclarecem que não estão reivindicando o direito de caminhar nus pelas ruas das cidades, mas desejam fazer passeios e caminhadas por trilhas em campos e montanhas, mesmo em áreas turísticas, sem correr o risco de serem presos.



Jovem africana engatinhava quatro quilômetros para participar da Missa dominical

VALENCIA, 27 Ago. 08 / 12:35 am (ACI).- A Irmãzinhas dos Anciões Desamparados em Chissano (Moçambique) acolheram em seu albergue na localidade a uma jovem africana de 25 anos chamada Olivia, quem embora não estar batizada naquele tempo, engatinhava quatro quilômetros todos os domingos para poder participar da Missa, por carecer de pernas. As religiosas contam que um dia viram "ao longe que algo se movia serpenteando" e quando já esteve perto puderam comprovar "para surpresa nossa, que era uma jovem", conforme informa a agência AVAN. "Pudemos estabelecer conversação com ela através de uma senhora que passava por ai e que nos traduzia ao português o que ela nos relatava" em seu dialeto, adicionam. Do mesmo modo, precisam que embora "a areia do caminho lhe queimava as palmas das mãos na época mais calorosa do ano", a jovem acudia engatinhando à Eucaristia, "dando um testemunho de superação e de fé heróico".



O bebê mais prematuro do mundo é mexicano e pesou 440 gramas

MEXICO D.F., 26 Ago. 08 / 06:01 pm (ACI).- Shiryu Juárez Medina nasceu em 29 de maio passado nesta capital. Tinha apenas 23 semanas de gestação e pesava 440 gramas. O pequeno lutador venceu todos os prognósticos médicos e com a assistência de abnegados especialistas e o amor de sua família deixará o hospital nos próximos dias convertido no homem mais prematuro do mundo. Conforme informa o diário Milênio, Berenice Medina Aguilar, de 33 anos, chegou em 29 de maio às sete da manhã até a área de urgências do Hospital de Gineco Obstetrícia Número 3 do DF, porque apresentava ameaça de aborto devido a um quadro de pre-eclampsia, uma complicação da gravidez caracterizada por pressão arterial alta e perda de glicose. Os médicos lhe praticaram uma cesariana e conseguiram estabilizar ao pequeno Shiryu. Leonardo Cruz Reynoso, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Neo-natais do Hospital, não duvida em considerar o menino como o bebê mais prematuro do mundo. "No mundo inteiro não existe um só caso de um menino que tenha sobrevivido com estas características", indicou ao mencionar que a morte se deve ao grau de imaturidade de seus órgãos.



Museu desafia papa e mantém escultura de sapo crucificado

Bento XVI protestou contra obra do alemão Martin Kippenbeger, que está exposta na Itália

Fonte:http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art232313,0.htm

ROMA - Um museu italiano desafiou o papa Bento XVI e se recusou a remover uma escultura de arte contemporânea que mostra um sapo verde crucificado, segurando nas mãos uma caneca de cerveja e um ovo. O Vaticano considerou a peça uma blasfêmia.

A maioria dos membros do conselho do museu Museion, na cidade de Bolzano, decidiu que o sapo é uma obra de arte e continuará na exposição.

Chamada de "Zuerst die Fuesse" (primeiro os pés), o sapo usa um pano verde na área da cintura e está pregado pelas mãos e pelos pés como Jesus Cristo. Uma língua verde pende para fora de sua boca.

O trabalho do artista alemão Martin Kippenberger, morto em 1997, foi exposto na Tate Modern e na Galeria Saatchi, em Londres, e na Bienal de Veneza. Retrospectivas da obra do artista estão programadas para Los Angeles e Nova York.

Autoridades do museu localizado na região ao norte de Alto Ádige disseram que o artista considerava a peça uma ilustração do medo sentido pelos seres humanos.

Em nome do papa, o Vaticano escreveu uma carta de apoio a Franz Pahl, líder do governo daquela região e uma das vozes contrárias à escultura.

"Claramente, não se trata de uma obra de arte, mas de uma blasfêmia e de um degradante pedaço de lixo que deixou muitas pessoas indignadas", afirmou Pahl à Reuters, por telefone, enquanto a diretoria do museu realizava sua reunião.



STJ julga se casal gay pode viver em união estável

O Superior Tribunal de Justiça volta a julgar, na próxima terça-feira (2/9), o reconhecimento de união estável entre homossexuais do ponto de vista do Direito de Família. Caberá ao ministro Luís Felipe Salomão, recém empossado no STJ, o voto de desempate.

O relator do recurso é o ministro Antonio de Pádua Ribeiro, que votou a favor do reconhecimento, assim como o ministro Massami Uyeda. Os votos contrários partiram dos ministros Fernando Gonçalves e Aldir Passarinho Junior.A demanda envolve um casal formado por um agrônomo brasileiro e um professor canadense. A ação declaratória de união estável foi proposta na 4ª Vara de Família de São Gonçalo (RJ). O casal alega que vive junto desde 1988, de forma duradoura, contínua e pública.O objetivo principal do casal era pedir visto permanente para que o estrangeiro pudesse viver no Brasil, a partir do reconhecimento da união. Mas, a ação foi extinta sem julgamento do mérito pelo Judiciário fluminense.

http://www.conjur.com.br/static/text/69285,1

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 27 de agosto de 2008



Data Publicação: 11/09/2008




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